quinta-feira, 30 de dezembro de 2010


Seus olhos eram pequenos, de um brilho tão intenso! Sorriso nos lábios. Pequena criança, capaz de demonstrar cuidados. Mesmo quietinha, calada, era digna de dias bonitos! Ela acordava para dentro, e assim permaneciam suas conversas e sorrisos. Acreditava que poucas pessoas mereciam tamanha sinceridade. Sombras não à atingia. Era tudo tão claro, tão límpido.
Naquele instante existia somente o pinguim e ela, os dois ali, lado a lado, casualmente se entendendo. Era meigo, bonito, havia fé! Naquele momento podiam ver colorido. Olhinhos meigos, gestos incontestáveis, mãozinhas ao ar. Nada em volta merecia tamanho destaque. Um amor infantil e puro. Como naqueles tempos em que se mediam sentimentos.
Se entendiam. E a simplicidade com todo cuidado tomava conta do lugar.
Aquela árvore, aquele muro.
E sim, aqueles dois.
- A menina e o pinguim!
( 04/08/2009 )

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Dizem que é preciso arriscar, ir em frente sem saber onde chegar.
Confiar, confiar!

domingo, 12 de setembro de 2010

A CANETA PERDIDA E O RECEITUÁRIO

Sem mais explicações, ou qualquer palavra definida. Ela amava-o. Com um sentimento lunar, como quem vê estrelas diariamente. Vê sem tocá-las! Talvez ele fosse a cura dos seus dias ruins. A resposta que ela procurava. O aquecimento dos dias frios.
Alguma coisa eles sentiam. Os dois, em sintonia, por completo.
E sem explicação não se tocavam. Havia distância entre intenção e gesto!
Ela almejava seu corpo, e não podia ter. Ele sempre distante, vigiando seus pequenos gestos. Assim iam sobrevivendo a todas as tentativas e energias negativas. Porque acreditavam, porque queriam acreditar nesse desejo, que na falta de palavras, nomearam amor.


Sentido?

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Venha me levantar, me proteger e guiar. Tua ajuda é precisa agora, tua força. Está difícil, eu sei, meu coração parece não saber diferenciar nada. Meu amor não recíproco, sem saber o que fazer. Minhas idéias bagunçadas, meu ego ferido. Tudo revirado.
Seria clichê dizer que preciso de uma faxina interna, mas é bem isso sim. Uma alma suja, um tanto pesada. Querendo aquele banho de chuva e o sol de fim de tarde para se secar. Uma cama quentinha e alguém para abraçar.
Diria Caio Fernando de Abreu, que para atravessar agosto é preciso um amor bem grande. E caso contrário, alguém que te forneça amparo e conforto. Meu agosto vai acabando e nada!
Com muita dificuldade e dor. Assim aquela " dorzinha bem fininha " , como uma agulhada. Que as vezes passa. mas na maioria das vezes arde.
Já não sei o que fazer e nem como resolver tal questão. Tenho tamanho amor por tudo e todos, e não sei o quanto isso é bom ou ruim.

Sorrisos sempre quietos, meio canto de boca (...)

sábado, 12 de junho de 2010

É hora de ir pra casa, deixar os problemas lá fora. Aprender a conviver melhor, ter fé na vida. Ignorar os maus pensamentos, e ir adiante.

- Sejamos todos crédulos céticos!

é o que nos resta ...

sexta-feira, 28 de maio de 2010

De braços abertos, sem saber ao certo, o que me espera no fim da linha.

terça-feira, 18 de maio de 2010

Ando sem tempo, com isso deixei de lado meus sentidos!
E que me desculpem aqueles a quem guardei por instantes. Foi preciso .

quinta-feira, 29 de abril de 2010

Carros desorientados, motoristas nervosos, nervos ansiosos, tanta correria ...
.. e eu só quero brincar.

sexta-feira, 26 de março de 2010

Pessoas, palavras, amigos?
Mãos, pés, beijos e abraços, o que é isso?
Minha vida, sua vida, ou seja lá de quem for. 
Dúvidas !

Não divida emoções, nem se quer fale palavrões,
seja educado com um bom dia.
As vezes é disso que eles precisam,
ou nem isso, bem menos.

Guarde tudo de bom ou ruim para si só,
e de preferência esconda bem.
Egoísmo covarde, ou seria corajoso?
Ter tudo para si tem seu lado bom,
perceba os dois lado.

Ninguém poderá interferir,
a não ser você mesmo.
Bons ventos virão? Vai saber !

Peçamos um drink ...

sexta-feira, 19 de março de 2010

É hora de abrir a janela, mas só para respirar um pouco, não pode ser por muito tempo.
Já é tempo de ver o Sol, mesmo sentindo um enorme ardor nos olhos, e sabendo que estrelas sumirão. Sim, aquelas que estavam no pote, no escuro junto a mim, e as vezes brilhavam.
Brilhos diferentes. O mais leve e delicado, das estrelas, oculta as toxinas, as extranhezas, e oferece um certo consolo de que a vida é esse labirinto indecifrável. O mais arrebatador, esse me desafia, me irrita, Sol, digno de felicidade e admiração.
Simplesmente o calor, e a certeza de que não estou só, não me atrai.
Chega um momento em que se sabe com precisão o que passa a ser insuportável, e com perdão da palavra 'que se fodam' .O brilho há muitos oferece a esperança. A mim , apenas uma sensação doidivana, algo entre querer apagá-lo (afinal meus olhos doem) e uma explicação de porque tamanha estranheza.
Já é hora de suportar a janela aberta, e tudo que conseqüentemente vir junto. E conseguir me saciar com coisas complexas, já que as simples me fazem parecer exigente.
Engraçado, as vezes fico observando a quantidade de pessoas que passam por mim, quantas eu chego a conversar, e me coloco a pensar se é verdade que cada pessoa que passa pela nossa vida tem um porquê. Porque definitivamente eu só queria entender. Nesse meio tempo há tanta emoção disperdiçada, que nunca me é fácil esquecer os finais .

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Se ninguém entender. Entendo.

Na área, um sofá, uma televisão que fala só, a que ponto cheguei, desabafar com uma caixa falante. Olho pra cima e vejo o teto, uma luz, mas não ainda a saída disso tudo. Adiante uma opção de fuga - o céu - e tem árvores no caminho, tão belo, chamativo, com satélites reluzentes a me convidar, mas sem nenhum sentimento. Não quero, não vou!
Olho pra baixo então, ao lado do meu pé, meu querido cachorro, ah querido, isso sim que é companheiro, além de ouvir as reclamações dos meus demônios interiores me incentiva a seguir. No celular nenhuma novidade, minhas costas doem. Um peso inexplicado paira sobre mim.
Tão estúpidos tem sido esses dias, que creio ter perdido minha lucidez. Durmo muito para adiar uma coisa qualquer, ou não durmo nada a espera da mesma. Que coisa é essa? Sei lá.

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Daí-me sabedoria para que eu entenda o que se passa, e muito equilíbrio, o que muitas das vezes me falta. Que tudo deixe de ser nada, e meus sentimentos saiam da cabeça.
Que me reste a FÉ apesar tudo, aliás que eu apenda a tê-la primeiramente. Ei sonhos, estejam aqui para mudar meu rumo, meu mundo, mundo cão. As pessoas, preserve-as ao meu lado. Mas não todas, apenas aquelas que sejam dispostas a estar comigo quando o sol se pôr. Por onde quer eu passe, guardai-me. Esteja livrando-me do passado amargurado, deixando as boas lembranças, para a construção de um futuro quem sabe melhor. Enfim, que eu saiba caminhar ao encontro de mim mesma. E que isso seja bom.