Ao levar do vento, aqui sentada, observando o parque, as pessoas ao meu redor e principalmente suas atitudes, me pego espantada com tantas diferenças. Mesmo quando tão parecidas cada pessoa é única. E agora essas análises despertam minha euforia. Tenho vontade de largar meu corpo e ir de encontro com o além. É tudo tão simples e eu não consigo entender.
O que há de errado?!
Já não há garantias sobre o que vivemos, nem onde vivemos.
Cada vez mais dispersas, as pessoas se isolam. Dispensam aqueles dias ensolarados no parque, um filme com os amigos, aquela carta feita a mão, uma ligação apenas pra dizer o quanto a pessoa é importante. Nada disso restou.
Tudo se resume a uma única ferramenta, cobiçada por todos:
a INTERNET.
Muitos dizem que faz parte da globalização, do crescimento mundial. Eu particularmente acho que seria melhor incluída no processo de afastamento das pessoas, dos sentimentos, do convívio e reações do dia-a-dia...
Assumo que sou viciada em internet, e o fato dela me consumir incomoda.
Sinto falta das coisas simples!
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