sábado, 25 de julho de 2009

Ao levar do vento, aqui sentada, observando o parque, as pessoas ao meu redor e principalmente suas atitudes, me pego espantada com tantas diferenças. Mesmo quando tão parecidas cada pessoa é única. E agora essas análises despertam minha euforia. Tenho vontade de largar meu corpo e ir de encontro com o além. É tudo tão simples e eu não consigo entender.
O que há de errado?!
Já não há garantias sobre o que vivemos, nem onde vivemos.
Cada vez mais dispersas, as pessoas se isolam. Dispensam aqueles dias ensolarados no parque, um filme com os amigos, aquela carta feita a mão, uma ligação apenas pra dizer o quanto a pessoa é importante. Nada disso restou.
Tudo se resume a uma única ferramenta, cobiçada por todos:
a INTERNET.
Muitos dizem que faz parte da globalização, do crescimento mundial. Eu particularmente acho que seria melhor incluída no processo de afastamento das pessoas, dos sentimentos, do convívio e reações do dia-a-dia...
Assumo que sou viciada em internet, e o fato dela me consumir incomoda.
Sinto falta das coisas simples!
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sábado, 18 de julho de 2009


Hoje tirei um momento para resgatar os momentos que já se foram, lembranças que acendem minha memória. Tempos que não voltaram.

Foi tão bom, me senti leve ao ver aquelas fotos, ou ler aquelas conversas, risadas que fizeram meus dias melhores. Pessoas que não mas estando comigo deixaram saudade, mas também ensinamentos. E por menor que tenha sido o tempo que passamos juntos, me fizeram uma pessoa melhor! Cada uma a sua maneira. Exemplos de superação de diferenças, de carinho e afeto.
Eu só tenho a agradecer a todas elas que me acompanharam em algum pedaço do meu caminho, e dizer que independe do caminho que seguimos as pegadas ficaram exatamente no mesmo lugar!

'- Agora apenas recordo esses momentos com uma doce saudade!

quinta-feira, 16 de julho de 2009

Apenas uma história.

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"Era só uma menina, que todos julgavam feliz.
Sempre rodeada de pessoas, carros, viagens, as melhores roupas, tudo que ela queria estava definitivamente ao seu alcance.
Durante um tempo ela conseguiu mascarar suas cicatrizes, cicatrizes essas feitas aos poucos por tudo que a rodeava. Principalmente por aquelas pessoas, que nunca à fizeram bem, muito pelo contrário, a destruía a cada palavra e abraço vago.
Ela se auto-destruia cada vez que pensava sobre isso, seus pais começaram a ficar preocupados com o comportamento agressivo da menina. E enquanto eles julgavam ser apenas uma depressão passageira, ela já estava entregue a algo pior! Seu mundo já era outro, ali ela tentava se aquecer, mas não o frio físico que sentia, e sim aquele interno que o fogo não é capaz de alcançar.
Ela já não sabia ser melhor!
Como largar aquele que lhe ofereceu a mão em um momento de desespero, que lhe acolheu, e que agora se tornará essencial devido sua bondade para com Ela?! A pobre menina não tinha as respostas, e nem se quer alguém para lhe dizer o que fazer. Ali num canto abandonada, sendo vulgarmente esculachada por todos, ela se revoltava com a situação em que se encontrava. Ninguém foi capaz de lhe estender a mão quando estava fragilizada, e ela só queria uma mão amiga. Alguém que lhe amasse pelo que era, que quando olhasse em seus olhos fosse capaz de perceber todo seu sofrimento e seus gritos internos. E então com um simples gesto cuidasse de suas cicatrizes."

sexta-feira, 3 de julho de 2009

As coisas não me parecem claras, o mundo está a me atormentar. Conseqüências de férias ou não, agora começo a ver aquilo ao qual sempre me recusei.
As pessoas não tem um significado, na maioria das vezes nem sequer um sentimento. Agem por interesse próprios, e ainda subestimam a capacidade alheia.
Mas porque isso?! Prejudicar uma pessoa próxima lhe causa prazer?! E fingir que está tudo bem é vício?!
Ver-me nesse abismo colorido talvez seja divertido pra você, porém aqui não mais me satisfaz! Minhas vontades se contradizem, minha fé se ausentou, aquilo que eu julgava óbvio não passou de uma mera ilusão.
A euforia passa a tomar conta de mim, eu quero jogar tudo pro alto. Mas não posso, é uma questão de sobrevivência!
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Bater de frente com o mundo agora não é a melhor opção!