sábado, 26 de fevereiro de 2011

E hoje me veio um medo tão grande, um medo de perder. Como se tudo fosse simplesmente sumir. E eu, eu que nunca soube ver nada em mim, e nem nos outros, me vi em prantos.
Pensar em perder também me dói.

Uma saudade dos amigos antigos, das pessoas que a distância levou. O quanto eu poderia ter sido, e não fui. Hoje eu só precisava demonstrar a todos o quanto são importantes, aprender a pedir desculpa e também a desculpar. Uma vontade de me sentir livre disso tudo, de me sentir leve!

Assiste um filme em que uma senhora dizia que sentimos a hora em que vamos morrer, e procuramos nos despedir, e concertar nossas vidas. A lógica é concertar a vida no fim? Ouvindo isso, tive ainda mais medo. Estaria eu morrendo, querendo concertar meus erros? E essa tal morte, se limita somente ao corpo? Ou consegue ser pior? Atingindo a alma!

Lá fora o céu cinza, um vento forte, as portas batem. O tempo está se fechando! Eu poderia me fechar junto a ele, e quando começasse a chover, que fossem lágrimas lá fora e dentro do meu quarto. O caminho mais fácil é sempre chorar, e dizer que tudo está perdido.

É também ver que o impulso que me falta, pode estar bem ao meu lado.
A ironia acaba de passar por aqui. Olho na parede os lembretes diários, e lá está :
- SENTIR-SE FORTE!
Respiro fundo, olho através da janela e decido enfrentar a tempestade!
Hora de sair, e começar a resolver a vida.

domingo, 20 de fevereiro de 2011


"Nada do que vejo e nada do que me contam me parece real, eu tenho a sensação de que estou ficando louca, porque no íntimo não sinto nem penso como os outros, não tenho os mesmos interesses, não tô nem aí pro destino do planeta, não tô nem aí pra política, não acredito numa palavra do que as pessoas dizem, não acredito na boa intenção de ninguém, tudo farsa, tudo atuação."

"Queria não me sentir tão responsável sobre o que acontece ao meu redor. Compreender e aceitar que não tenho controle nenhum sobre as emoções dos outros, sobre suas escolhas, sobre as coisas que dão errado e também sobre as que dão certo. Me permitir ser um pouco insignificante."

(Martha Medeiros)

- Vou me transmitindo em palavras alheias. Enquanto as minhas ficam perdidas, vagando!