sexta-feira, 19 de março de 2010

É hora de abrir a janela, mas só para respirar um pouco, não pode ser por muito tempo.
Já é tempo de ver o Sol, mesmo sentindo um enorme ardor nos olhos, e sabendo que estrelas sumirão. Sim, aquelas que estavam no pote, no escuro junto a mim, e as vezes brilhavam.
Brilhos diferentes. O mais leve e delicado, das estrelas, oculta as toxinas, as extranhezas, e oferece um certo consolo de que a vida é esse labirinto indecifrável. O mais arrebatador, esse me desafia, me irrita, Sol, digno de felicidade e admiração.
Simplesmente o calor, e a certeza de que não estou só, não me atrai.
Chega um momento em que se sabe com precisão o que passa a ser insuportável, e com perdão da palavra 'que se fodam' .O brilho há muitos oferece a esperança. A mim , apenas uma sensação doidivana, algo entre querer apagá-lo (afinal meus olhos doem) e uma explicação de porque tamanha estranheza.
Já é hora de suportar a janela aberta, e tudo que conseqüentemente vir junto. E conseguir me saciar com coisas complexas, já que as simples me fazem parecer exigente.

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