domingo, 12 de setembro de 2010

A CANETA PERDIDA E O RECEITUÁRIO

Sem mais explicações, ou qualquer palavra definida. Ela amava-o. Com um sentimento lunar, como quem vê estrelas diariamente. Vê sem tocá-las! Talvez ele fosse a cura dos seus dias ruins. A resposta que ela procurava. O aquecimento dos dias frios.
Alguma coisa eles sentiam. Os dois, em sintonia, por completo.
E sem explicação não se tocavam. Havia distância entre intenção e gesto!
Ela almejava seu corpo, e não podia ter. Ele sempre distante, vigiando seus pequenos gestos. Assim iam sobrevivendo a todas as tentativas e energias negativas. Porque acreditavam, porque queriam acreditar nesse desejo, que na falta de palavras, nomearam amor.


Sentido?

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