Eu tentei não escrever porcaria aqui, mas nunca fiz outra coisa, a não ser isso . Então, já que o sono sumiu, e o remédio não fez efeito (nem isso), vamos lá!
Sabe aquela vontade de sumir uns tempos? Não sentir falta de nenhum meio de comunicação, de nenhuma pessoa? Dar um tempo, e chorar por dentro. Até conseguir arrancar essas mágoas que ainda me atordoam? Poisé.
Mas o meu medo, nunca foi partir, sabe. E sim correr o risco de que niguém sinta minha falta. E saber que ninguém vai tentar me impedir de ir. Ou vai me procurar, dizendo que tudo está bem, que o único jeito é amenizar as dores e sobreviver.
Maldita dependencia, que eu tenho dos outros. Nunca aprendi a ser só. Preciso saber de tudo que acontece, e sentir que algo acontece ao meu redor.
Engraçado, eu sinto algo. Sede de pessoas!
Uma maneira de me obrigar a sorrir, quando tudo vai uma merda. Devo gostar disso, já que não mudo. Ou talvez não consiga mudar ...
Há uma vontade de deixar tudo que sinto explícito, mas por irônia, é a única coisa que escondo muito bem. E me limito, me repreendo. Não demonstro nada. Poucos tem a petulância de me desmintir a mim mesma. O resto? Acredita!
eita, noite ...
sexta-feira, 21 de janeiro de 2011
segunda-feira, 3 de janeiro de 2011
( " E tenho tudo para ser feliz. Mas acontece que eu sou triste." - V.M.)
Pai, se você soubesse o que sua ausência me causou. Eu era tão pequena, apenas uma criança, quando ouvi vozes alteradas na sala do apartamento e quis saber o que era. Lá estava você com uma mala na mão, indo embora, sem se quer se despedir de mim. Mal sabia eu que a partir daquele instante eu te veria menos ainda.
Por você eu chorei muitas vezes. Sim, Pai! Eu me arrumava toda a sua espera, e quando anoitecia, não queria dormir, você disse que viria me ver. E lembra o que você fazia? Ligava alguns dias depois, dizendo que precisou viajar com os amigos. Mas me prometia visita no próximo fim de semana. Eu ficava feliz. Já te esperei durante 6 meses. Você nem se importou. Criança tem mesmo essa coisa boba chamada esperança, né? Eu te defendia de todos, porque eles sempre me falavam coisas como "ele não presta" ou "larga de ser boba, se ele quisesse te ver, ele viria" , e quem ouvia a história até comentava : "homem não vale nada".
Meu referencial de homem era você! Desde então passei a evitar qualquer sentimento por eles. Com medo de que algum fosse igual a você .
Tinha um dia que era só seu no calendário. Havia festa na escola, e na semana todos faziam lembrancinhas para presentear os pais, inclusive eu. A diferença é que todos os pais chegavam, menos você, que tinha me prometido ir. Eu via todos aqueles abraços apertados, carinhos, palavras bonitas. E não entendia porque eu não podia ter . E chorava. Você sempre tão distante. Nunca entendi esse seu jeito.
Mas Pai, eu fui crescendo, e deixando você um pouco de lado. Aprendi a não demonstrar muita coisa, logo eu que tenho tanto sentimento, que me apego tão facilmente. Me fechei a qualquer pessoa que quisesse gostar de mim, ou que eu pudesse gostar . Ah, Pai! Eu também não consigo acreditar nas pessoas. E nem em mim mesma. É feio isso, não é? Mas essas mágoas deixaram marcas em mim. Eu construí meu próprio casulo, e olha só, você quem forneceu todas as ferramentas.
Por favor, não espere que eu te agradeça por isso!
Mas, estou indo adiante, está vendo Pai? Ninguém desconfia, mas isso me dói sempre.
Pai, se você soubesse o que sua ausência me causou. Eu era tão pequena, apenas uma criança, quando ouvi vozes alteradas na sala do apartamento e quis saber o que era. Lá estava você com uma mala na mão, indo embora, sem se quer se despedir de mim. Mal sabia eu que a partir daquele instante eu te veria menos ainda.
Por você eu chorei muitas vezes. Sim, Pai! Eu me arrumava toda a sua espera, e quando anoitecia, não queria dormir, você disse que viria me ver. E lembra o que você fazia? Ligava alguns dias depois, dizendo que precisou viajar com os amigos. Mas me prometia visita no próximo fim de semana. Eu ficava feliz. Já te esperei durante 6 meses. Você nem se importou. Criança tem mesmo essa coisa boba chamada esperança, né? Eu te defendia de todos, porque eles sempre me falavam coisas como "ele não presta" ou "larga de ser boba, se ele quisesse te ver, ele viria" , e quem ouvia a história até comentava : "homem não vale nada".
Meu referencial de homem era você! Desde então passei a evitar qualquer sentimento por eles. Com medo de que algum fosse igual a você .
Tinha um dia que era só seu no calendário. Havia festa na escola, e na semana todos faziam lembrancinhas para presentear os pais, inclusive eu. A diferença é que todos os pais chegavam, menos você, que tinha me prometido ir. Eu via todos aqueles abraços apertados, carinhos, palavras bonitas. E não entendia porque eu não podia ter . E chorava. Você sempre tão distante. Nunca entendi esse seu jeito.
Mas Pai, eu fui crescendo, e deixando você um pouco de lado. Aprendi a não demonstrar muita coisa, logo eu que tenho tanto sentimento, que me apego tão facilmente. Me fechei a qualquer pessoa que quisesse gostar de mim, ou que eu pudesse gostar . Ah, Pai! Eu também não consigo acreditar nas pessoas. E nem em mim mesma. É feio isso, não é? Mas essas mágoas deixaram marcas em mim. Eu construí meu próprio casulo, e olha só, você quem forneceu todas as ferramentas.
Por favor, não espere que eu te agradeça por isso!
Mas, estou indo adiante, está vendo Pai? Ninguém desconfia, mas isso me dói sempre.
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