Minha pequena, desaprendi a conviver em uma casa cheia de gente, agora tenho tanto medo e sei que desde pequena fui muito só e fiz as coisas apenas por mim. Não aprendi a sentir, a gostar ou chorar por alguém além de mim. Durante um tempo não consegui falar, abraçar, beijar ou expressar algum sentimento, eu que não gosto nem de mim. A maioria das vezes vivo como espectadora, que observa a vida sem saber vivê-la. Amo você mesmo não conseguindo dizer ou expressar. Me perguntaram se eu por hipótese eu me afastasse de você, do que mais sentiria falta: sua presença ou de você. Eu dirigia e chorava ao responder, que presença a gente substitui, pessoas jamais. Eu sinto falta de você, do seu carinho, dos teus gestos, dos seus beijos e abraços de cada dia, do sorriso que me alegra e do aperto de mão quando não estou bem. A maneira que me olha quebrando minhas barreiras. Eu quero você, mesmo lutando para não assumir, ou me afastando, ou querendo te proteger, ou porque sempre foi mais fácil abrir mão e ficar só imaginando o que poderia ter sido. Eu preciso viver, eu preciso perder o medo da perda, o medo de me magoar outra vez a ponto de precisar odiar todo mundo para me proteger. Eu tento gritar e tudo continua ali prestes a cair no chão e se despedaçar. Nada dura para sempre e somos livres. Paz, eu quero paz pro coração. Chega de agonia. Só quero que saiba que penso muito em você, que te quero em paz e livre.
Está ficando tarde, e do amanhã não sabemos.
Ficam aqui minhas sinceras palavras com todo amor a você!