terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Eu tenho cores como a vida: sou amarelo, branco, verde, vermelho,
sou também preto, laranjado, roxo, rosa, marrom e dourado.
Mas na maioria das vezes sou azul, assim quase um blues!

sábado, 17 de dezembro de 2011

Stephen King certa vez escreveu:

“As coisas mais importantes são as mais difíceis de expressar. São coisas das quais você se envergonha, pois as palavras as diminuem — as palavras reduzem as coisas que pareciam ilimitáveis quando estavam dentro de você à mera dimensão normal quando são reveladas. Mas é mais que isso, não? As coisas mais importantes estão muito perto de onde seu segredo está enterrado, como pontos de referência para um tesouro que seus inimigos adorariam roubar. E você pode fazer revelações que lhe são muito difíceis e as pessoas o olharem de maneira esquisita, sem entender nada do que você disse nem por que eram tão importantes que você quase chorou quando estava falando. Isso é pior, eu acho. Quando o segredo fica trancado lá dentro não por falta de um narrador, mas de alguém que compreenda.”


quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

E então eu poderia gritar, sair correndo, ou bagunçando tudo por aí. E ver o quanto meus problemas são mínimos diante de outros tão maiores. O quanto eu odeio tudo que está escrito aqui. Como sou hipócrita em dar conselhos, sabendo que minha vida não é exemplo pra ninguém. Sou fraca, e tento ser forte com os outros.  Eu não tô cuidando nem de mim! 

sábado, 1 de outubro de 2011

Não preciso de ombros,
nem de abraços desconhecidos,
já não há nenhum tipo de carência.

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

"a fé que você deposita em você e só"



sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Lembra aquela mudança de casa que sua mãe resolveu fazer depois de todos os anos da sua infância e adolescência? Ou aquele primeiro feriado com os amigos? Melhor, aquele abraço que sem uma palavra sequer mudou a direção do seu dia? 
Saudade, saudade, saudade ...
Mas não é dessa saudade comum por aí não, é aquela que bate em algum lugar dentro do teu corpo, assim no rumo do peito, que te faz sorrir, aceitar, mas nunca esquecer o quanto cada momento significou!
É assim, e faça-me o favor de não discordar. 
Algumas situações passam por você, outras é preciso você deixar. Assim como se doa aquela roupa que não serve mais, o brinquedo que não será mais usado. Talvez você nunca se esqueça, e até queira aqueles objetos novamente, mas vai sentar e respirar, talvez até deitar e chorar, mas vai passar. 
E um dia, você vai aprender a não mais olhar para trás. Agradecer tudo que aconteceu, seja bom, seja ruim. E seguir em frente, construir sua própria vida com um único sorriso estampado no rosto.

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Você já sentiu como se alguém retirasse suas forças? 
Apenas por estar presente em um mesmo lugar? 
Compartilhando o mesmo espaço? 


Uma sensação estranha, uma agonia!


QUANTA ENERGIA RUIM ESPALHADA POR AÍ, CREDO!

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Hoje o inimigo veio me visitar,
e sendo eu assim tão inconstante,
me deixei derrubar.

quarta-feira, 20 de julho de 2011

O meu querer vai além de todas as portas e janelas!

domingo, 26 de junho de 2011

O Retrato de Dorian Gray [trecho]

“- Uma boa influência é coisa que não existe, Mr. Gray. Toda a influência é imoral, imoral sob o ponto de vista científico.
- Por quê?
- Porque exercer a nossa influência sobre alguém é darmos a própria alma. Esse alguém deixa de pensar com os pensamentos que Lhe são inerentes, ou de se inflamar com as suas próprias paixões. As suas virtudes não lhe são reais. Os seus pecados - se é que os pecados existem – são emprestados. Tal pessoa passa a ser o eco da música de outrem, o ator de um papel que não foi escrito para si. O objetivo da vida é o nosso desenvolvimento pessoal. Compreender perfeitamente a nossa natureza – é para isso que estamos cá neste mundo. Hoje as pessoas temem-se a si próprias. Esqueceram o mais nobre de todos os deveres: o dever que cada um tem para consigo mesmo. É certo que não deixam de ser caritativos. Dão de comer aos que têm fome e vestem os pobres. Mas as suas almas andam famintas e nuas. A coragem desapareceu da nossa raça. Ou talvez nunca a tivéssemos tido. O temor da sociedade, que é a base da moral, o temor de Deus, que é o segredo da religião - eis as duas coisas que nos governam. E, contudo (...) se um homem devesse viver a sua vida em toda a plenitude, dar forma a todos os sentimentos, expressão a todos os pensamentos, realidade a todos os sonhos, creio que o mundo ganharia um novo impulso de alegria que nos levaria a esquecer todos os males do medievalismo e a regressar ao ideal helênico. Talvez mesmo a algo mais refinado e mais rico que o ideal helênico. Mas o mais ousado de todos nós teme a si mesmo. O selvagem mutilado que nós somos sobrevive tragicamente na auto-rejeição que frustra as nossas vidas. Somos punidos pelas nossas rejeições. Todo o impulso que esforçadamente asfixiamos fica a fermentar no nosso espírito, e envenena-nos. O corpo peca uma vez, e mais não precisa, pois a ação é um processo de purificação. E nada fica, a não ser a lembrança de um prazer, ou o luxo de um pesar. Ceder a uma tentação é a única maneira de nos libertarmos dela. Se lhe resistimos, a alma enlanguesce, adoece com as saudades de tudo o que a si mesma proíbe, e de desejo por tudo o que as suas leis monstruosas converteram em monstruosidade e ilegalidade. Diz-se que as grandes realizações deste mundo ocorrem no cérebro. É também no cérebro, e só aí, que ocorrem os grandes erros do mundo.”

quinta-feira, 23 de junho de 2011

Tenho tido tantas noites mal dormidas, ou dormidas com ajuda de calmantes que já não faz diferença o dia de amanhã. Também tenho olhado a caixa de email com frequência, o celular, ou todas aquelas contas idiotas em redes sociais. Eu sempre tenho comigo aquela coisa idiota chamada esperança. Não, eles não vão ligar, e eles também não irão perceber o que se passa comigo. E é tão ... como é que dizem por aí? Algo meio ligado a solidão, a solidão de se conformar em ser só um. Deve acontecer com todo mundo, eu quero acreditar que é assim, e não venha me contradizer.
Não quero ninguém por perto, e deixo isso bem claro! Mas cadê as pessoas ousadas? Aquelas que poderiam se sentar ao meu lado e me dizer com toda a calma qualquer coisa bonita, qualquer detalhe que mostrasse como elas se importam e até gostam de mim?

Ninguém virá!

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Para onde? Com quem? Para fazer o que?

Estou sempre pronta para partir. E não me importa o não entendimento das pessoas. Elas ousam repetir as mesmas perguntas, e a resposta é que nem eu mesma sei.Não sei o que me espera, não sei se sou forte para arriscar tanto assim, não sei para onde ir, e nem mesmo sei o custo dessa minha vontade. Mas sei que preciso ir !

Minha felicidade tão utópica, parece estar sempre onde eu não estou. Acho que por isso estou sempre querendo ir embora. Ou será que ela sempre esteve comigo, e eu vivo fugindo dela? Não! Seria muito egoísmo da minha parte, não dividir espaço com ela. Eu não devo ser assim.
Porque estou tentando fugir? Eu não quero fugir, eu quero ir!

Sim, eu sei que todos estão crescendo, não precisa gritar, eu também quero isso. E é o que me impulsiona a seguir! Estive tanto tempo por aqui, e agora só quero sair.

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Mulher de Touro


Não se deixe enganar se vier a se deparar com uma taurina de 1,55m. Não importa o tamanho, taurinas sempre serão grandes. E podem ser tão agressivas quanto um homem seria capaz de ser. São um doce até que você as faça azedar.
Ela se dá bem com uma variedade impressionante de pessoas. Não importa as diferenças, basta que as pessoas sejam verdadeiras.
Ao contrário das arianas, uma tauriana não dá tanta importancia assim ao fato de que você acompanhou uma mulher com os olhos. É preciso realmente mais pra provocar a ira de uma taurina porque uma vez que isso aconteça, não há rodado de baiana nem Deus que acuda. Não teste demais a paciencia dela.
Se você quer que ela não faça alguma coisa, mande ela fazer. É possível que elas contrariem só pelo prazer de contrariar.
Elas são um pouquinho materialistas, devo avisar. Sem dúvida elas não vão se importar nem um pouco se você lhes oferecer um shopping e um credit card. Mas apesar da aparente personalidade consumista, elas são inteligentes e o materialismo das taurinas assume uma postura mais consistente do que o normal. É que essas mulheres tem uma relação muito forte com tudo que afete os seus sentidos. O cheiro de um perfume, a textura de uma pele ou o gosto de um beijo a afeta de uma forma diferente que as outras mulheres do zodíaco porque seus sentidos tem uma rara conexão com sua alma. (falei bonito agora). Então como ela tem um sentido apurado das coisas é muito importante que os meninos com quem ela se relaciona estejam a altura de seus pré-requisitos. Gente desleixada e lugares bagunçados lhe dão nos nervos.
Taurina são duras na queda. Não ficam choramingando por aí... Não deixam que as emoções intefiram em suas qualidades práticas. Então se alguém elege uma taurina para casar, tirou na loteria. Ela é capaz de trocar lampadas enquanto o bolo estiver no forno. É só carinho e beijos, mas é forte o suficiente para encarar as tempestades por si própria. Pode o mundo estar acabando e ainda assim fazer uma piada pra você sorrir.
Como eu disse... elas são grandes, no melhor sentido da palavra.


_ via Eduardo Aguiar

terça-feira, 17 de maio de 2011

Engraçado como eu não tenho conseguido me alimentar nos últimos dias, os alimentos não tem mais sabor. Assim como várias outras coisas que me cercam. Deixá-las de lado, tem me anulado todas as energias. As coisas, as pessoas, delas sei que não preciso. E vou me virar muito bem sem elas.
Mas e a comida?

domingo, 1 de maio de 2011

Aquele era meu habitat natural, sempre confuso e tão bagunçado.
Você chegou sem pedir licença, desgovernado e disposto a me atropelar.
Seria muita modéstia sua, parar e sequer me reparar naquele lugar.
Cheio de outros bichos, tantas outras belezas tão aventureiras quanto eu.

Mas um instante depois você me viu, sei que pareci muito difícil a você.
Sou bicho de garras afiadas, e nem todos tem a ousadia de me compreender.
Mas será que você desconfiou que era apenas uma maneira de me defender?
Seu olhar instigante e o ar de desafio, me fez comportar de outra maneira.

Com algumas palavras, meu coração até então selvagem se desfez.
Eu que sempre fui bicho feroz, com essas poucas coisas me vi domesticado.
Mas você homem canalha não negou sua raça, sendo tão cruel e evasivo .
Junto com o vento se virou e me deu as costas, foi em busca de outros bichos.

Eu? Tentei esquecer que um dia você existiu.
Pois você homem robusto nem diferencia quais bichos acariciou,
mas eu, bicho faceiro, sempre lembro quem de mim cuidou!


segunda-feira, 11 de abril de 2011

complicada vida de filme!

O mocinho de hoje, amanhã te enfiará a faca nas costas. As histórias que você sempre parou para ouvir, não irão fazer sentido. A mentira, o mentiroso. A maldade, a bondade. Tanta gente! Uma confusão! E aquela vontade de gritar: "cooorta, tá tudo errado" .
E refazer, até ficar bonito aos olhos de quem assiste de fora. É assim que as coisas acontecem, precisam ficar bonitas para quem assiste, independente do que aconteça durante as gravações. E você pode ter certeza, que o processo de produção envolve brigas, desentendimento, fofocas, abandono, coisas sem o menor fundamento. Simplesmente porque acontecem.

Mas é preciso continuar, ou você aceita, ou sai fora.

E não adianta esperar o "final feliz", a moda agora, é os vilões se darem bem no final!

sábado, 26 de fevereiro de 2011

E hoje me veio um medo tão grande, um medo de perder. Como se tudo fosse simplesmente sumir. E eu, eu que nunca soube ver nada em mim, e nem nos outros, me vi em prantos.
Pensar em perder também me dói.

Uma saudade dos amigos antigos, das pessoas que a distância levou. O quanto eu poderia ter sido, e não fui. Hoje eu só precisava demonstrar a todos o quanto são importantes, aprender a pedir desculpa e também a desculpar. Uma vontade de me sentir livre disso tudo, de me sentir leve!

Assiste um filme em que uma senhora dizia que sentimos a hora em que vamos morrer, e procuramos nos despedir, e concertar nossas vidas. A lógica é concertar a vida no fim? Ouvindo isso, tive ainda mais medo. Estaria eu morrendo, querendo concertar meus erros? E essa tal morte, se limita somente ao corpo? Ou consegue ser pior? Atingindo a alma!

Lá fora o céu cinza, um vento forte, as portas batem. O tempo está se fechando! Eu poderia me fechar junto a ele, e quando começasse a chover, que fossem lágrimas lá fora e dentro do meu quarto. O caminho mais fácil é sempre chorar, e dizer que tudo está perdido.

É também ver que o impulso que me falta, pode estar bem ao meu lado.
A ironia acaba de passar por aqui. Olho na parede os lembretes diários, e lá está :
- SENTIR-SE FORTE!
Respiro fundo, olho através da janela e decido enfrentar a tempestade!
Hora de sair, e começar a resolver a vida.

domingo, 20 de fevereiro de 2011


"Nada do que vejo e nada do que me contam me parece real, eu tenho a sensação de que estou ficando louca, porque no íntimo não sinto nem penso como os outros, não tenho os mesmos interesses, não tô nem aí pro destino do planeta, não tô nem aí pra política, não acredito numa palavra do que as pessoas dizem, não acredito na boa intenção de ninguém, tudo farsa, tudo atuação."

"Queria não me sentir tão responsável sobre o que acontece ao meu redor. Compreender e aceitar que não tenho controle nenhum sobre as emoções dos outros, sobre suas escolhas, sobre as coisas que dão errado e também sobre as que dão certo. Me permitir ser um pouco insignificante."

(Martha Medeiros)

- Vou me transmitindo em palavras alheias. Enquanto as minhas ficam perdidas, vagando!

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Eu tentei não escrever porcaria aqui, mas nunca fiz outra coisa, a não ser isso . Então, já que o sono sumiu, e o remédio não fez efeito (nem isso), vamos lá!

Sabe aquela vontade de sumir uns tempos? Não sentir falta de nenhum meio de comunicação, de nenhuma pessoa? Dar um tempo, e chorar por dentro. Até conseguir arrancar essas mágoas que ainda me atordoam? Poisé.
Mas o meu medo, nunca foi partir, sabe. E sim correr o risco de que niguém sinta minha falta. E saber que ninguém vai tentar me impedir de ir. Ou vai me procurar, dizendo que tudo está bem, que o único jeito é amenizar as dores e sobreviver.
Maldita dependencia, que eu tenho dos outros. Nunca aprendi a ser só. Preciso saber de tudo que acontece, e sentir que algo acontece ao meu redor.
Engraçado, eu sinto algo. Sede de pessoas!
Uma maneira de me obrigar a sorrir, quando tudo vai uma merda. Devo gostar disso, já que não mudo. Ou talvez não consiga mudar ...
Há uma vontade de deixar tudo que sinto explícito, mas por irônia, é a única coisa que escondo muito bem. E me limito, me repreendo. Não demonstro nada. Poucos tem a petulância de me desmintir a mim mesma. O resto? Acredita!

eita, noite ...

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

( " E tenho tudo para ser feliz. Mas acontece que eu sou triste." - V.M.)

Pai, se você soubesse o que sua ausência me causou. Eu era tão pequena, apenas uma criança, quando ouvi vozes alteradas na sala do apartamento e quis saber o que era. Lá estava você com uma mala na mão, indo embora, sem se quer se despedir de mim. Mal sabia eu que a partir daquele instante eu te veria menos ainda.
Por você eu chorei muitas vezes. Sim, Pai! Eu me arrumava toda a sua espera, e quando anoitecia, não queria dormir, você disse que viria me ver. E lembra o que você fazia? Ligava alguns dias depois, dizendo que precisou viajar com os amigos. Mas me prometia visita no próximo fim de semana. Eu ficava feliz. Já te esperei durante 6 meses. Você nem se importou. Criança tem mesmo essa coisa boba chamada esperança, né? Eu te defendia de todos, porque eles sempre me falavam coisas como "ele não presta" ou "larga de ser boba, se ele quisesse te ver, ele viria" , e quem ouvia a história até comentava : "homem não vale nada".
Meu referencial de homem era você! Desde então passei a evitar qualquer sentimento por eles. Com medo de que algum fosse igual a você .
Tinha um dia que era só seu no calendário. Havia festa na escola, e na semana todos faziam lembrancinhas para presentear os pais, inclusive eu. A diferença é que todos os pais chegavam, menos você, que tinha me prometido ir. Eu via todos aqueles abraços apertados, carinhos, palavras bonitas. E não entendia porque eu não podia ter . E chorava. Você sempre tão distante. Nunca entendi esse seu jeito.
Mas Pai, eu fui crescendo, e deixando você um pouco de lado. Aprendi a não demonstrar muita coisa, logo eu que tenho tanto sentimento, que me apego tão facilmente. Me fechei a qualquer pessoa que quisesse gostar de mim, ou que eu pudesse gostar . Ah, Pai! Eu também não consigo acreditar nas pessoas. E nem em mim mesma. É feio isso, não é? Mas essas mágoas deixaram marcas em mim. Eu construí meu próprio casulo, e olha só, você quem forneceu todas as ferramentas.

Por favor, não espere que eu te agradeça por isso!

Mas, estou indo adiante, está vendo Pai? Ninguém desconfia, mas isso me dói sempre.