quinta-feira, 30 de dezembro de 2010


Seus olhos eram pequenos, de um brilho tão intenso! Sorriso nos lábios. Pequena criança, capaz de demonstrar cuidados. Mesmo quietinha, calada, era digna de dias bonitos! Ela acordava para dentro, e assim permaneciam suas conversas e sorrisos. Acreditava que poucas pessoas mereciam tamanha sinceridade. Sombras não à atingia. Era tudo tão claro, tão límpido.
Naquele instante existia somente o pinguim e ela, os dois ali, lado a lado, casualmente se entendendo. Era meigo, bonito, havia fé! Naquele momento podiam ver colorido. Olhinhos meigos, gestos incontestáveis, mãozinhas ao ar. Nada em volta merecia tamanho destaque. Um amor infantil e puro. Como naqueles tempos em que se mediam sentimentos.
Se entendiam. E a simplicidade com todo cuidado tomava conta do lugar.
Aquela árvore, aquele muro.
E sim, aqueles dois.
- A menina e o pinguim!
( 04/08/2009 )